terça-feira, 27 de julho de 2010

A inveja

De todas as características que são vulgares na natureza humana a inveja é a mais desgraçada; o invejoso não só deseja provocar o infortúnio e o provoca sempre que o pode fazer impunemente, como também se torna infeliz por causa da sua inveja. Em vez de sentir prazer com o que possui, sofre com o que os outros têm. Se puder, priva os outros das suas vantagens, o que para ele é tão desejável como assegurar as mesmas vantagens para si próprio. Se uma tal paixão toma proporções desmedidas, torna-se fatal a todo o mérito e mesmo ao exercício do talento mais excepcional.
Aqueles que são invejados não podem entristecer-se com a inveja alheia: se te invejam, isso quer dizer que tens um valor; quer dizer que sentem e reconhecem a sua grandeza, o seu triunfo. A inveja é a sombra obrigatória do genio e da glória, e os invejosos não passam, de forma odiosa, de admiradores rebeldes e testemunhas involuntárias.
O invejoso torna-se, sem querer, o colaborador da sua perfeição.

Nada tira o sorriso do meu rosto! Mto menos quem me inveja.

domingo, 25 de julho de 2010

Um whisky e um amor, sem gelo por favor!

É garçom, não entendeu errado não.
Um amor sem gelo, copo triplo, bem misturado, mas sem gelo!! Certas coisas prefiro quentes, o amor é uma delas.
Não me diga que está em falta. 3º bar e nenhum tinha... já me ofereceram compaixão congelada, tristeza em cubos, sorte frita, silêncio contido e paixão em dose, mas eu só quero amor sem gelo. Vou ficar por aqui mesmo. Quem sabe até o fim da noite você se lembre daquela garrafa escondida, em algum canto por aí...
Por falar nisso e meu whisky cadê? Ah! Acabou também?!?!?!!
Então traz champanhe, licor de anis, absinto. Qualquer coisa bem forte.
E meu amor sem gelo? Ah! É mesmo você já disse que acabou.
Sabe garçom. A vida às vezes dói, simplesmente porquê o mundo gira e tudo muda, ou simplesmente porquê respiramos e outros deixam de respirar... Quem sonha demais realiza pouco porque perde muito tempo apenas sonhando e quem não sonha, não realiza nada por não sonhar... e o tempo sabe ser extremamente cruel...
Fico pensando nessas coisas, mas pensar demais enlouquece!!!
Mas ainda não enlouqueci estou 100% lúcida.
Não é à tôa que estamos tendo essa conversa.
Ou isso é um monólogo? Já nem sei mais...
Você é casado? Não?! Imaginei, não tem cara. Não que a cara de alguém traga estampada na testa se é ou não casado, mas você me entendeu.
Tem namorada? Não?! Também!!! Ah! Sem tempo , só trabalhando. Eu também estou assim. A vida é uma correria, se não ficarmos espertos nos atravessa e nem vemos seu fim chegar... num piscar de olhos vão embora a juventude, as possibilidades, oportunidades... e por aí vai.
Mas sabe garçom, mesmo sem tempo até pra lembrar que eu existo, mesmo sem ter tempo pra mim, ainda teria tempo pra viver um grande amor, não com alguém igual a mim, aí já tenho a mim mesma, mas com alguém que me complete e seja perfeito por suas diferenças.
Mas é a vida. Nada é como a gente quer não é mesmo.
Como está tarde, mais uma vez o tempo passou e não vi.
Preciso parar de deixar que me escorra entre os dedos.
Gostei de você, vou voltar mais vezes.
Agora vou indo. Mas pra noite ser completa me vê aquele triplo de amor sem gelo por favor...


Fonte: 50 Sorrisos

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Porque você rabisca quando está no telefone?


Junto ao seu telefone deve ter um bloquinho cheio de rabiscos. Preste atenção neles. Você vai ficar surpreso com algumas revelações que anda largando por aí enquanto fala ou aguarda uma ligação ...

Espirais
Quem fica desenhando espirais não gosta de ficar sozinho. Desenhos assim são feitos, geralmente, por pessoas que gostam de se destacar no grupo e batalham para ter alguma função em qualquer lugar, em qualquer turma.

Flores
Se você, vira e mexe, desenhar flores, é uma pessoa sensível. Seu jeito meio maternal. Deve fazer muito sucesso entre sobrinhos e primos menores. 

Setas
Desenhar setas significa alguma idéia fixa. Se elas apontarem para baixo ou para esquerda, elas falam de alguma coisa que já passou. Se elas apontarem para a direita, indicam futuro. Se as setas apontarem para cima, você deve estar entediado(a) e é bom se programar direitinho para o próximo fim de semana.

Olhos 
Você é curioso(a) ou esta procurando alguma solução para um problema. O sentido do olhar também é importante, para a esquerda, indica algo no passado; para a direita, mira o futuro. Se você tiver desenhado olhos fechados, é provável que não esteja querendo enfrentar uma situação ou não queira admitir algo cruel sobre si mesmo.

O habito de desenhar círculos indica que você é uma pessoa que se completa, mas gosta de passar bastante tempo com as pessoas. No entanto, se são vários círculos que se sobrepõem, você gosta de ficar na sua. Costuma completar o círculo cuidadosamente, deve já ter-se dado mal ao se abrir com os outros e, agora, tenta se fechar mais.

Caras e Bocas
Tudo indica que se sinta bem ajustado(a) ao seu mundo. As expressões dessas figuras que surgem do nada também revelam como você esta se sentindo. Ou seja quem esta contente desenha pessoas felizes. Se em vez disso, o que surgem no papel são figuras esquisitas, fantasmas, algo deve estar pegando na sua vida.

Nomes
Se você não para de escrever seu próprio nome, pode ser um jeito inconsciente de demonstrar que esta triste ou se sentido rejeitado(a) pelos outros. Mas pode também significar que você anda muito preocupado(a) consigo mesmo e, que nesse momento, nada mais importa.

Cubos
Desenhar cubos revela uma pessoa que nada tem de preguiçoso(a). Pelo contrario você é criativo(a), motivado(a) e gosta de pôr a mão na massa, de participar. Desenhar um cubo dentro do outro demonstra frustração com alguma coisa ou alguém.

Estrelas
Rabiscar estrelas é um sinal de ambição, de que você tem objetivos bem definidos na sua cabeça. Se as estrelas forem simétricas, você sabe analisar as situações, é curioso(a) e seguro(a) de si. Já as estrelas disformes, assimétricas, indicam que você tem muita energia mas não sabe bem como usa-la.

Casas
Desenhar casas significa estar se sentindo bem no lugar onde se vive. Uma casa aponta para uma sensação de conforto, paz com a família, mesmo que algumas brigas com os irmãos pareçam dizer o contrario. Mas se a casa não tiver janelas nem portas, isso pode indicar uma sensação de pouco espaço.

Linhas
Linhas retas são feitas por quem é entusiasmado(a), tem objetivo(a) e vai direto ao ponto. Linhas em ziguezague ou que se cruzam varias vezes indicam que alguma coisa mexeu muito com você, mas sua opção é não pôr o dedo na ferida. Ao menos por enquanto.

Ondas
Você esta pronto para mergulhar em alguma coisa nova, que pode mudar a sua vida. Ondas lembram movimento, expectativa de uma oportunidade especial ou desejo de cair fora, rapidinho.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Folder de produto

Outra criação no corel, folder para produto. Escolhi a coleção jóias místicas da Risqué. Trabalho de Fundamentos da representação digital.



Primeiro trabalho com corel e photoshop

Não é grandes coisas, nem ficou bom... Mas para não passar em branco vou postar um trabalho que fiz para Fundamentos da representação digital. A atividade era criar um cartaz de dvd :)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Filme Cartas para Julieta

Baixando o filme Cartas para Julieta... Veremos se é bom né?



   Sophie (Amanda Seyfried) trabalha como checadora na redação da revista The New Yorker e busca uma oportunidade para mostrar seu talento também como repórter. Ela e seu noivo Victor (Gael García Bernal), um cheff, viajam para Verona para a Lua de Mel. Uma vez na Itália, a jovem americana encontra as Secretárias de Julieta, senhoras que respondem as cartas de mulheres apaixonadas. Abre-se, então, um mundo estremamente romântico, onde o amor sempre volta, mesmo que tenha se passado mais de 50 anos.




Logomarca: Porque sim e porque não?

A definição de uma terminologia oficial no design, independente do uso popular, reflete o amadurecimento da profissão. O importante é existir um significado único claro para todos.

Por Guilherme Sebastiany
Em onze anos de atuação em design de marcas, vi todo tipo de argumento pró e contra o termo ?logomarca?. Este artigo não pretende colocar um ponto final no assunto, nem levantar mais uma bandeira, mas sim para jogar um pouco de luz na discussão.
Para tanto, selecionei alguns dos argumentos mais comuns utilizados em ambos os lados para avançar a discussão.

1. ?Logomarca não existe, é coisa de publicitário?

Durante as aulas de programação do curso da FAUUSP, no 3o ano, pela primeira vez ouvi um professor afirmando que ?logomarca? era ?coisa de publicitário? e um termo equivocado que, até então, eu como muitos alunos, utilizávamos.
Vi esta situação ocorrer em diferentes momentos, de mesas de bares, a fóruns na internet, muitas vezes com uma grande dose de preconceito. O próprio glossário da ADG reconhece o termo como existente, porém afirmando que é de uso publicitário.
No entanto, importar richas antigas de reserva de mercado para esta discussão não ajuda em nada. O uso de um termo simplesmente para delimitar fronteiras não é o ponto principal da discussão entre as diferentes visões de projetos entre designers e publicitários. Mas certamente transformou-se em uma bandeira. O que é uma pena, pois cada vez mais é na aproximação e não do distanciamento destes profissionais que trabalhos inovadores estão surgindo em parcerias benéficas para ambas as partes

2. ?Logomarca não existe, é coisa de brasileiro?

Outro argumento que surge vez ou outra, é de que ?logomarca? é uma manifestação tipicamente brasileira, similar ao que acontece quando os pais juntam partes de seus nomes para dar nome ao filho.
No entanto, em pesquisas realizadas para o curso online de manuais de identidade visual da Design Total, consegui acesso a imagens de manuais americanos e europeus das décadas de 70 e 80. Em alguns deles aparecem os termos ?logomark? e ?logomarca?.
Não posso afirmar que este é um termo importado e nem que surgiu em paralelo aqui e no exterior. Mas o que chama a atenção nestes manuais americanos das décadas de 70 e 80 não é a presença desta palavra apenas, mas de uma variedade enorme de termos usados dar formas mais diversas.
Markbrandbrandmarklogosymbollogotypelogomarktrademarktradelogo e mais uma série de outras palavras aparecem sem significado único, com os mesmos termos sendo usados hora para designar símbolo, hora logotipo, hora assinatura.
O que isso nos mostra é que a imprecisão da terminologia usada no design de marcas não é questão restrita ao Brasil.
Por outro lado, há de se notar que os manuais do final da década de 90 em diante não apresentam mais essa parafernália de termos, e que não ocorrem mais equívocos ou dissonâncias quanto ao uso de symbol para sinal gráfico elogotype ou typeface para designar sinais tipográficos.
De alguma forma essa mudança nos mostra que houve neste intervalo de tempo algum consenso ou convenção no uso de termos e significados.

3. ?Logomarca existe porque eu li num livro?

Dizer que ?logomarca? existe e que seu uso é correto simplesmente porque alguém publicou um livro afirmando isso também não me parece um bom argumento.
Nossa profissão é muito jovem ainda e, com raras exceções, os pioneiros do design e muitos da segunda geração possuem formações diversas: artes plásticas, publicidade, arquitetura ou mesmo engenharia e direito.
É natural neste contexto que termos úteis ao dia-a-dia sejam cunhados e passados adiante no convívio profissional e na publicação de textos e artigos. Porém o problema aqui não é estético, entre o popular e o erudito de uma profissão em formação. O que preocupa verdadeiramente é o significado. Diferentes autores que defendem o uso de ?logomarca?, independente de sua formação, atribuem ao termo significados diferentes. E isso pode trazer problemas.
Já vi autores e profissionais afirmando que logomarca significa o mesmo que símbolo. Teríamos então o logotipo (sinal tipográfico) e logomarca (sinal gráfico). Outros afirmam que logomarca é a junção de um símbolo (sinal gráfico) com o logotipo (sinal tipográfico).
Ou seja, a logomarca seria o mesmo que assinatura (termo já utilizado e sem significado dúbio). E outros ainda afirmam que logomarca é sinônimo de logotipo.
Na falta de uma terminologia oficial do design, cada autor escreve o que quer e o que acha, basicamente uma reprodução do que aprenderam, ou uma tentativa de validação da forma que sempre usaram estes termos… E não há nada de errado nisso! É neste processo que os termos vão sendo cunhados, adotados e consagrados. Mas isso também abre espaço para que qualquer um escreva qualquer coisa e, uma vez publicado em um livro, para um leitor incauto, a afirmação que em um primeiro momento é apenas uma visão pessoal, toma ares de verdade.
O problema porém é que, com diferentes significados, como eu posso ter certeza de que ao falar ?logomarca? o meu interlocutor compreenderá exatamente o que eu disse?
Imagine o problema causado dentro de um escritório de design quando o chefe manda o funcionário aplicar urgentemente a logomarca do patrocinador no cartaz e mandar para gráfica o arquivo para impressão. E se a ?logomarca? do funcionário não for a mesma ?logomarca? do chefe, de quem é a culpa? Antes de dizer se logomarca existe ou não, e se o seu termos é correto ou não, qual o seu significado?

4. ?Logomarca existe e está no dicionário

Outro ponto argumentado pelos defensores do termo quanto à sua validade é a presença de ?logomarca? em diferentes dicionários. Neste ponto, temos que parar um pouco a discussão e trazer em conjunto um segundo argumento dos defensores do termo: o de que na língua portuguesa, quando um palavra nova é introduzida no cotidiano, ela passa a existir… E isso é verdade!
Não são os dicionários que dizem o que existe ou não, eles apenas funcionam como uma forma de validação do que já entrou no dia-a-dia do brasileiro. Portanto, felizmente ou infelizmente, ?logomarca? existe, o que encerra este ponto da discussão, não porque o dicionário disse, mas porque está no cotidiano do brasileiro.
No entanto, o que não está encerrado é a discussão do seu significado.
Comparando os dicionários Michaelis, Aurélio, Houaiss e o da Academia Brasileira de Letras, encontramos os exatos mesmos problemas que vemos nos autores que defendem o uso do termo e seu uso no dia-a-dia: diferentes significados.
Cada dicionário dá um significado diferente, ou como símbolo, ou logotipo, ou como uma forma genérica para designar a forma visual de uma marca.
Ou seja, voltamos sempre à questão do que ?logomarca? significa. E, para piorar, uma rápida leitura de ?logotipo? no dicionário também mostrará as mesmas diferentes leituras; afinal no cotidiano do brasileiro logotipo também virou um termo genérico tanto para a forma gráfica quanto tipográfica de uma marca.
Poderíamos, enquanto profissionais, afirmar que no caso de ?logotipo? alguns dos dicionários estão errados. Afinal de contas para quem trabalha com marcas, logotipo inequivocamente é um sinal tipográfico, não importa o que o dicionário diga, ou mesmo o que os leigos usem.
Novamente voltamos ao mesmo ponto. O que significa ou o que convencionaremos por ?logomarca?, independente do que esteja no dicionário ou no dia-a-dia popular?

5. Termos leigos ou profissionais?

Quer queira, quer não, nossa profissão é ainda muito jovem. Na engenharia, medicina e direito, já houve o período de tempo necessário para a consolidação de termos e significados. Em alguns momentos, estas definições se deram provavelmente pela freqüência no seu uso de uma determinada forma dentro das academias, e em outros casos por convenção. Estas definições são estabelecidas e adotadas dentro de cada profissão. Não importa o seu uso popular ou o que digam os dicionários. E não há conflito.
Como leigos, podemos dizer OCULISTA enquanto o correto seria OFTALMO. Podemos perguntar a VOLTAGEM de uma tomada enquanto o correto seria TENSÃO. Em diferentes áreas existirá sempre uma diferença entre o uso popular e o profissional.

Para concluir

Talvez toda essa discussão não devesse focar em palavras que existem ou não, mas sim nos termos que queremos ou não queremos adotar. E que significados exatos estas palavras terão quando as adotarmos, independente do uso popular ou do que os dicionários ou diferentes autores possam dizer.
A definição de uma terminologia oficial no design, independente do seu uso popular, é mais uma fase no caminho do amadurecimento e reconhecimento de nossa profissão. E se esta terminologia incluir ?logomarca?, que assim seja! Qual o problema?
Mas se e somente se houver um significado único claro para todos. Até lá, preferirei ficar com o que temos de definido e inequívoco: símbolo, logotipo, assinatura. 

Fonte: uol.com.br